Uno de los lemas principales del 15-M (iniciado en Madrid, extendido a otras ciudades españolas y luego a Portugal y Grecia) dice: “Democracia real ¡YA! No somos mercancía en manos de políticos y banqueros”, es decir, se confronta a las dos áreas de poder copadas por las élites: la política representativa y el mercado, utilizadas para controlar a las gentes en todas las áreas de su existencia.
viernes, 27 de mayo de 2011
El 15-M también bebió del fútbol
Uno de los lemas principales del 15-M (iniciado en Madrid, extendido a otras ciudades españolas y luego a Portugal y Grecia) dice: “Democracia real ¡YA! No somos mercancía en manos de políticos y banqueros”, es decir, se confronta a las dos áreas de poder copadas por las élites: la política representativa y el mercado, utilizadas para controlar a las gentes en todas las áreas de su existencia.
jueves, 5 de mayo de 2011
Anarquia Futebol Clube
Bueno, tras mucho tiempo sin publicar nada, me dio la gana publicar este reportaje de Carta Capital (http://www.cartacapital.com.br/sociedade/anarquia-futebol-clube)
Ah, el site de la gente de Autônomos es www.autonomosfc.com.br
Anarquia Futebol Clube
Leonardo Calvano 12 de outubro de 2011 às 11:30hÀ beira do gramado de terra batida, um dos integrantes do Autônomos vestia uma camisa da seleção argentina e tentava aos berros orientar os companheiros sobre a marcação. Ao contrário do que pode parecer, o sujeito com a camisa argentina não era o técnico, pois no Autônomos FC não existe técnico nem capitão. O time é administrado de forma coletiva e sem divisões hierárquicas; todos opinam e decidem em conjunto o que fazer em campo. Jovens cabeludos, tatuados e usando piercing e alargadores, alguns franzinos e outros fora de forma, vestiam uniforme preto, branco e vermelho, com o escudo que remetia à letra “A”, símbolo do anarquismo. São músicos, jornalistas, ativistas, professores e profissionais de diversas áreas, formados em universidades conceituadas ou não.
A mistura naquele dia não deu certo: o time perdeu para o EC Juve por 3 a 0. No entanto, o resultado não é objetivo final, e sim resgatar a paixão pelo futebol de maneira mais democrática possível. Assim surgiu o Autônomos FC durante o Carnaval de 2006, em um encontro anual em Belo Horizonte. Danilo Cajazeira, o Mandioca, que ajudava a organizar em São Paulo a Copa Autonomia (torneio de futsal sem juízes e aberto a todos), e Maurício Noznica, integrante do Ativismo ABC (coletivo que defende a autogestão em todas as esferas) pensaram em montar um time após um debate sobre torcida uniformizada e política. Convidaram times da Copa Autonomia para fundar uma única equipe.
Leia também:
Romário contra a Fifa
Ainda existe identidade no futebol
Hoje, são mais de 75 membros divididos em dois times de futebol de campo masculino (A e B) e uma equipe de futsal feminino. “Queríamos antes de tudo nos divertir, independentemente de ter técnica, idade ou habilidade. E de fazer tudo de forma horizontal, sem ninguém mandando em ninguém. Nunca fomos um time anarquista em termos de posicionamento político, mas estes valores sempre foram os condutores da organização interna do time”, conta Cajazeira. Além de futebol, o Autônomos também promove palestras, debates, música, além de intercâmbio político, cultural e social.
Quem faz o quê e quando?
“O Maurício procura organizar dentro de campo, mas também é preciso alguém de fora. Então o técnico acaba sendo alguém que está contundido ou na reserva”. Essa função, segundo ele, é encarada da mesma forma que a de lateral-direito ou de ponta-esquerda. “O técnico não manda, ele organiza e sempre escuta todo mundo”, afirma. “Existe muito time de várzea bom que não tem técnico. O problema é que no profissional tiraram a autonomia do jogador e o tratam como criança”. Também não existe uma seleção de jogadores, é só chegar e ir se adaptando ao time. “Tem gente que antes do Auto nunca tinha jogado futebol de campo na vida”.
Além de promover atividades ligadas ao futebol, eles participam do Movimento pelo Passe Livre (MPL) e organizam eventos junto à Frente de Luta por Moradia (MFL) e à Associação Nacional dos Torcedores. “Também temos planos de começar um time com crianças de rua e recentemente fizemos uma campanha de arrecadação para compra e distribuição de cobertores aos moradores de rua”, completa.
Uma sede social e cultural
O Autônomos FC recentemente criou um novo espaço que servirá também com sede do coletivo. A Casa Mafalda – nome dado em homenagem a personagem do cartunista argentino Quino e uma menção ao bairro Chácara Mafalda, que abrigava o primeiro campo do time – funciona no Estúdio Fábrica Lapa, Zona Oeste e pretende ir além do futebol. “Pretendemos organizar tudo o que for de acordo com nossos princípios. Festas, debates, palestras, exposições e oficinas. Queremos um lugar de convivência, sem individualismo e sem aquela relação comercial como na maioria dos espaços”. Além disso, atividades com a comunidade já estão sendo planejadas. “Já recebemos propostas de aulas de teatro e yoga”, completa Cajazeira.
O grupo se mobilizou nas redes sociais para arrecadar a verba necessária para a construção da sede e do espaço cultural. Vale ressaltar que, enquanto muitos discutem a transparência das contas do dinheiro usado pela organização da Copa do Mundo de 2014, em seu site o grupo declara todos os valores que entram e saem.
Experiência no exterior
No ano passado, o Autonômos FC viveu sua primeira experiência internacional na Copa do Mundo Alternativa, em Yorkshire, Inglaterra, após convite dos Easton Cowboys&Cowgirls, time fundado em 1992 dentro do mesmo conceito. “Eles viraram nossos parceiros. Já jogaram em Chiapas, no México, com os Zapatistas, na Palestina e na Índia, e fazem parte de uma extensa rede de futebol alternativo, muito comum na Europa e nos Estados Unidos”, conta Cajazeira. “Esse campeonato funciona dentro do princípio ‘faça você mesmo’, sem patrocínios e nem empresas terceirizadas. Os próprios times organizam a tabela, um faz a arbitragem do outro e, durante as noites tem festa, música e muito bate-papo.”
Para muitos integrantes que vieram do movimento punk e anarquista, a experiência foi ainda mais rica, já que eles se hospedaram em squats ingleses, as famosas casas ocupadas. “Passamos 10 dias em um. Aprendemos demais sobre organização, enfrentamento com o estado e a polícia, e sobre internacionalismo. Trouxemos muitas coisas para nossas práticas, tanto dentro como fora de campo”.
O próximo compromisso no exterior será em Jesús Maria, na Argentina, em 2012. A Copa América Alternativa surgiu da parceria com o time local Clube Atlético Social y Deportivo Ernesto Che Guevara, fundado há quatro anos com as mesmas ideias e ensinamentos socialistas propagados pelo líder revolucionário, que viveu próximo de lá, em Córdoba. “A ideia é integrar através do futebol crianças e jovens de todas as classes sociais para ajudar na formação delas como pessoas, reforçando valores pregados por Che, como solidariedade e dignidade”, contou Mónica Nielsen, presidente do clube de Córdoba, uma das sedes da Copa América.
Conheço o site da equipe: www.autonomosfc.com.br
lunes, 25 de abril de 2011
¿Cuando se sabe, cuando se comprende?
Creo que estábamos en todas las reuniones Marcelo, Anand, Ernesto y Cacá y el texto nos resultó bien difícil de comprender. En el primer día de discusión no nos salió nada, intentábamos articular algunas ideas sobre por dónde iba el texto, leíamos algunos fragmentos, pero nada de encontrarle sentido. Entonces decidimos que en una semana volveríamos a discutirlo. Lo releí algunas veces con harta atención, pero seguí sin comprenderlo. Se pasó la semana y en la segunda reunión igual no la veíamos. Entonces empezamos a leer el texto desde su inicio, en voz alta, e íbamos tejiendo algunas reflexiones, pero literalmente no avanzamos mucho, creo que llegamos solo a la tercera o cuarta hoja en una reunión que habrá durado más de hora. Y nos dimos otra semana más para leerlo.
Entonces yo ya estaba harto, no sé los otras cuatro. Cuando recordaba que tenía que releer aquél texto, me sentía empalagado, no lograba volver a abrirlo y solo alcancé a obligarme el día antes de la reunión. Pero cuando empecé a leer, comprendía todo. Me quedé muy sorprendido. Yo ya habría reflexionado sobre experiencias anteriores en que textos muy difíciles se me hacían comprensibles tras algunos días o semanas, pero nunca me había sido tan evidente y repentina la distinción entre no tener ni idea y tenerlo todo claro. Entonces, bueno, me fui a la tercera reunión contento porque había descifrado el texto pesado ese y resultó que también lo habían hecho mis compas del grupo. Incluso, con poco respeto a nuestras limitaciones recientes, Ernesto llegó a decir algo como ‘este texto no ofrece ninguna dificultad’.
Personalmente, yo había tenido una intuición que se me volvió fundamental para mi actividad pensante el verano del 2001: había comprado dos libros de Judith Butler en Buenos Aires, libros absolutamente intragables si los buscas comprender frase por frase. A mitad del primero decidí que lo iba a leer sin detenerme mucho en lo que no comprendía, un poco como si fueran noticias seguiditas de periódicos y la verdad es que resultó bastante bien. La información me iba entrando en la cabeza tarde o temprano y desde entonces viene siendo ese mi proceder general de lectura. Leo y lo que entra en mi cabeza entró. A veces tardo bastante, años, para darme cuenta que comprendí algo.
Eso es un poco lo que busco explicarles a mis estudiantes, para que no tengan miedo de textos difíciles. Siento que perdí mucho tiempo tratando a los textos con más respeto que se lo merecían y que ese aprendizaje puede servir a otras personas. Obviamente sé que no siempre se puede leer un texto más o menos críptico sin cierta angustia, sin sentir necesidad de comprensión más o menos inmediata. Sé también que cada quién tiene su ritmo, su propia manera de aprender, que tendrá – si le interesa – que pensar al respecto y descubrir sus propios ritmos. Lo que tiene de graciosa esa experiencia del grupo de Brasilia es, personalmente, la velocidad del cambio entre no-comprensión/comprensión y, grupalmente, que nosotrxs cinco hayamos tenido un ritmo bastante parejo en nuestra interacción con el texto. Eso último todavía no me lo explico.
domingo, 24 de abril de 2011
Keiko y la derecha que cada vez menos se puede esconder
Lo que voy a decir es bien básico, pero hace pocos años tenía yo poca consciencia de ello y me doy cuenta que hoy muchas amigos no la tienen. La posibilidad de que vuelva Keiko es parte de algo mucho más grande: si hubo una cierta democratización junto a la expansión del capitalismo, la voracidad de este sistema económico, desde hace más de tres décadas, se ha reinvertido la tendencia: cada vez hay menos democracia y ello se hace cada vez más difícil de ocultar. A nivel mundial, el caso más evidente fue el de la Guerra del Golfo: en búsqueda de intereses comerciales, los presidentes de algunos de los más ricos países se legitimaron en una escusa no solo falsa sino imposible de pasarse por verdad – que el miserable Irak producía armas químicas – para hacer una guerra contra la opinión de sus propias poblaciones.
Se habla mucho del modelo económico peruano que permitió el país crecer ‘a nivel asiático’ en los últimos 10 años. Hay que saber que este modelo no es peruano, sino mundial y el Perú crece porque lo sigue. El problema es que la promesa de ese modelo: de que el desarrollo nos llegará a todxs que aquí vivimos, es falsa, porque en el estado actual del modelo económico mundial (que en líneas generales no ha cambiado en siglos), el Perú entra como productor de materias primas y de mano de obra barata. Es decir, se pilla el territorio y se explota al máximo a su gente. Por eso hay quienes venden un saco de papas por céntimos. O mujeres y niñxs que trabajan todo un día por 10 soles. Por eso crecemos como país y quienes formamos parte de las clases medias, como intermediarixs entre los trabajadores miserables y los grandes centros, somos bien recompensadxs con nuestra comida barata, servicios baratos y productos electrónicos importados.
Ahora bien, eso es más fácil de ocultar si quién está en el poder es, por ejemplo, Toledo. Si es Keiko Fujimori es más difícil, porque junto a ella hay un grupo de personas que ya comprobadamente ha robado y matado. ¿Por qué la derecha no optó por Toledo? Por que está fraccionada: si la voracidad del capitalismo es cada vez más difícil de ocultar, mucho más lo es para quienes están próximxs de sus beneficios. Entonces, saben que si no ganan dinero ahora, más adelante va a ser más difícil. En el Perú ello es todavía más grave que en otros países porque será uno de los lugares dónde el calentamiento global más rápidamente provocará falta de agua y los conflictos sociales van a dificultar pronto y en mucho el pillaje y la explotación.
Bueno, son reflexiones muy generales, que sustituyendo un par de nombres hubiesen servido para otros países y otras épocas, hay que hacer otros análisis más coyunturales de estas elecciones, pero hay que pensar en lo básico también.
viernes, 22 de abril de 2011
Aprender a perder sin perderse. Brasil, Holanda y España en los Mundiales.
y toda la hinchada del Atlético de Madrid.
Aquel Brasil (el del 70) jugaba con un pivote (centrocampista defensivo) y luego con Gerson, Tostão, Rivelino... Por fútbol, esta España se acerca bastante. Ellos parecían que eran blanditos y flojos, pero se juntaban muy bien y no les hacían peligro.
(Luis Aragonés, seleccionador de España, tras ganar la Eurocopa 2008)
Brasil Mauro Silva, Dunga e Zinho que é o Brasil zero a zero e campeão
ou o Brasil que parou pelo caminho: Zico, Sócrates, Júnior e Falcão
(Cara do Brasil, música de Celso Viáfora y Vicente Barreto)
Me hice fanático del fútbol a los cinco años, al percibir toda la emoción de la gente por el partido de Brasil y Rusia en el Mundial de España, en 1982. El de Brasil, me fueron contando los adultos, era un equipo excepcional, con entre otros Sócrates, Falcão, Cerezo, Éder y mi primer ídolo, Zico (ver aquí algunos de su mejores momentos).
A lo largo de los siguientes días, mi padre me haría saber que Brasil había ganado ya tres mundiales. Pero importaba menos el hecho que el modo: Brasil siempre había jugado un fútbol ofensivo, de buen toque y creatividad, y con grandes jugadores como Didi, Pelé, Leônidas da Silva o Garrincha. También me habló de otras selecciones, pero solo se detuvo con gran admiración en la de Holanda de 1974, el “carrusel holandés”, cuyos jugadores se iban rutando las posiciones, confundiendo las defensas y coleccionando victorias, incluso sobre Brasil. Pero el fútbol, me enteré, podría ser injusto: pese a haber maravillado al mundo, Holanda perdió el último partido y no se consagró campeona (ver aquí un video sobre cómo la táctica ofensiva de Holanda desbarataba a los otros equipos).
Así, por mi padre y otros adultos, me iba enterando de la historia del fútbol mientras el mundial avanzaba y Brasil deslumbraba. Como brasileño, vivía yo feliz y orgulloso, de modo que cuando Italia le ganó 3-2 a Brasil y nos eliminó con tres goles del maldito Paolo Rossi, tuve al más grande trauma que puedo recordar. Aprendí de las injusticias del mundial, que no permite un solo partido perdido, de los árbitros que no ven penaltis claros –un italiano le rompió la camisa a Zico– y del fútbol mismo, que le da la oportunidad a quienes tienen menos talento e imaginación para poder usar su fuerza, disciplina, árbitros ciegos y suerte para llevarse un partido importante.
Tocaba esperar cuatro años más. Era demasiado tiempo para un niño y resultó siéndolo, también, para aquella generación de futbolistas, que no pudo llegar en buenas condiciones al Mundial del 86 por el que pasamos sin despertar amores.
Pero el más grave aprendizaje vendría del mundial del 90: había gente (¡brasileña!) a la que le importaba un comino nuestro legado de fútbol ofensivo si fuera por ganar un mundial. Según argumentaban, el jogo bonito era romanticismo, el fútbol moderno era el equilibrado 3-5-2 proveniente de entrenadores europeos. Aunque entonces no lo podía denominar como eurocentrismo, fue la primera vez que vi con claridad los complejos de inferioridad de la nación. Menos mal que Maradona nos eliminó.
Ganaríamos el mundial del 94 jugando defensivamente – aunque al menos no con el 3-5-2. Estaba muy feliz por la vendetta contra los italianos, pero me indignaba que un equipo defensivo pudiera recibir los honores que cabían a la generación del 82. Peor era escuchar de muchos compatriotas que la selección del 82 era fracasada y que no quedaría su registro en la historia. Pero entonces, casualmente, vivía en España, y me fui dando cuenta de lo contrario: que la selección de Brasil del 82 no se olvidaba. Un día, conversando con mi amigo Emilio, gran hincha del Atlético de Madrid, me emocioné al ver cómo él narraba apasionado el encuentro de Brasil e Italia en el 82, y su cólera por la injusticia del fútbol y por el árbitro. Luego, escucharía a muchos otros españoles hablar maravillas de Brasil del 82. Un periodista, cuyo nombre no recuerdo, lo sintetizó de la siguiente manera: aquél día en que el equipo de Zico y Sócrates perdió, Italia se puso feliz y todo el resto del mundo triste.
La victoria otorga gloria; y la belleza, placer y felicidad. No haría falta que fueran opuestas: la búsqueda por victorias podría ir unida a la creatividad, pero las características del fútbol permiten que las fuerzas físicas organizadas sean superiores a las creativas. Hacer una gran jugada como la de Iniesta, Xavi y Villa en el gol de este último contra Portugal en Sudáfrica es dificilísimo (ver aquí). Encerrarse a toda costa y pasar casi cuatro partidos sin recibir un gol, como hizo Portugal en el mundial, es algo accesible a mucha más gente. De ahí que, desde la década de los 70, un equipo formado por fuertes soldados y un buen sargento-estratega ha venido siendo la salida más utilizada para ganar partidos en los torneos de alto nivel.
La España que ganó el mundial de Sudáfrica es una ruptura con este patrón. Lo interesante es que la genealogía de este equipo lo emparenta un poco con Brasil y bastante con la Holanda del 74. En 1989, el Fútbol Club Barcelona contrató como entrenador al líder del carrusel holandés, Cruyff, quien implantó en el club no solo un patrón de sistema ofensivo, sino también de formación de jugadores, en el cual los chicos talentosos, pero “blanditos y flojos” (como Xavi, Iniesta o Messi), recibían apoyo para desarrollar su talento y la capacidad táctica para defender. Tras dos décadas, siete jugadores formados en el Barcelona fueron titulares en la final del Mundial (1).
Otro periodista español dijo que la derrota de Holanda el 74 inició la caída del fútbol creativo y que, con la de Brasil el 82, se llegó al suelo. Muchos creemos que la victoria de España este 2010 representa un marco de resistencia: ya no es posible decir que el fútbol ofensivo es rival de títulos (2). Pero no es seguro que ello implique un gran cambio: la presión por títulos en el fútbol profesional es enorme y el camino “estratega + soldados”, por ser más fácil, es siempre tentador. Pero a la mayoría de las personas que amamos el fútbol, nos gusta su creatividad y es ello lo que me hace creer en la vuelta del fútbol ofensivo y creativo. El fútbol no son las selecciones, ni los grandes clubes y, mucho menos, sus dirigentes y entrenadores. El fútbol son las gentes que lo quieren: lo juegan, conversan sobre, inician a sus hijos, entrenan a equipos de menores en su barrio, escriben artículos en la Web, ven los partidos, compran los periódicos y largo etc.
Esto último es lo que, desde hace tiempo, me obliga a pensar el fútbol como parte de la paradoja del mundo actual. El mundo lo hacemos las gentes que, en nuestro día a día, vivimos y trabajamos. Sin embargo, hay un grupo de gente instaurada en el poder que nos dice que no nos cabe pensar cómo será nuestra vida política, nuestra vida íntima, nuestra salud y, mucho menos, nuestra economía. Para ello, nos dicen, hay políticos, sistemas de salud, leyes matrimoniales y el mercado. Igual es con el fútbol: somos las gentes de todo el mundo quienes movemos el deporte con nuestro amor al mismo. Sin embargo, hay dirigentes, representantes de jugadores, entrenadores, patrocinadores y quién sabe cuántos más que han complicado su mundo para que no lo comprendamos, para que nos roben y para que nos digan qué fútbol vamos a ver.
De esta forma, no es casual que la pérdida de Holanda el 74 se haya dado solo un año después de la crisis capitalista de 1973, que marcó la progresiva debacle de los movimientos sociales en todo el mundo, la reversión de los procesos de democratización y la pérdida, por parte de la gente, de autonomía sobre su vida y sobre lo económico (3). Se fue consolidando o acentuando una mentalidad centralista que favorece a capitalistas, gobiernos, entrenadores, presidentes de club y a la FIFA. De ahí que los argumentos de Margareth Tatcher para dejemos de pensar otra cosa que no sea el capitalismo sean básicamente los mismos que usaba la gente en Brasil para que quitáramos de la cabeza el fútbol ofensivo: el mercado/fútbol tiene sus propias fuerzas y lo que se le opone es romanticismo.
Yo creo, sin embargo, que hay que seguir luchando y evidenciando la mentira. Si España pudo ganar este mundial o si el Ajax de Ámsterdam y el São Paulo de Telê Santana de hace unos años o el Barcelona de ahora pudieron formar jugadores habilidosos y ganar todo a nivel de clubes, todo el fútbol puede hacerlo. Se trata de que las gentes a las que nos gusta el fútbol creativo, que somos la inmensa mayoría, demandemos que sean nuestros jóvenes más talentosos y no los más fuertes quienes ocupen el lugar central en el fútbol. Por eso me parece importante lo que pasa en España ahora: tras aguantar por muchos años a entrenadores defensivos, les salió un seleccionador como Luis Aragonés que apostó por los habilidosos y lo ganaron todo. Y ahora será muy difícil que se les haga jugar de otra manera (4).
Pero va a haber mucho aun de “estratega + soldados”. Lo que importa es que tengamos claro que el buen fútbol es siempre posible y que podremos remontar las derrotas. Del mismo modo, son posibles modelos económicos y políticos que impulsen las creatividades humanas. Pero de hecho que en esos ámbitos la cosa está más difícil y las tendencias no parecen indicar otra cosa que derrotas. Pero bueno, que sean apasionadas las batallas y que perdamos disfrutando de nuestra imaginación y de la excelente compañía de la gente inconformista.
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(1) Yo soy hincha fanático del Barcelona, pero incluso gente del Real Madrid, como el columnista del AS Alfredo Relaño, no se cansa en repetir la deuda de España con el Barcelona y con el estilo holandés.
(2) Sin embargo, hay que reconocer, España 2010 no ha deslumbrando como Brasil 82 u Holanda 74. Sí había hecho una maravillosa Eurocopa 2008, pero en el Mundial ello no fue posible. Creo que los principios fueron los mismos, pero la espectacularidad se vio mermada por tres razones: 1) Pese a que España apostó por 10 jugadores que tienen muy buen toque de balón, de sus diez titulares, apenas dos (Villa y el convaleciente Torres, luego sustituido por Pedro) tienen buena capacidad goleadora. Estoy seguro de que, para Brasil 2014, la cosa va a ser diferente, a juzgar por los maravillosos jóvenes goleadores que están madurando: Cesc, Llorente, Pedro y Bojan, por lo menos. 2) Se encontraron con rivales extremadamente defensivos. Incluso Alemania, que fue considerada la más vistosa del mundial, se echó hacia atrás al recibir a España. Y 3) La mala suerte: pese a haber intentado desde el principio, en toda la segunda fase del mundial, sus goles llegaron solo en la segunda parte de los partidos, siendo solo entonces cuando los otros equipos se desestreñían.
(3) Aníbal Quijano tiene textos lúcidos sobre estos 40 años de derrotas de las fuerzas democratizantes. Por ejemplo: Colonialidad del poder, globalización y democracia (http://www.urbared.ungs.edu.ar/textos/aquijano2.doc).
(4) En una entrevista tras el Mundial de Sudáfrica, cuyo título es esclarecedor Los jugadores de la Roja no jugarían juntos en mi época, a los buenos los separaban, el ex–jugador del Madrid y de la selección en los ‘90, Michel, expresa bien lo que se siente en la atmósfera española de los amantes del fútbol (http://www.as.com/futbol/articulo/michel-jugadores-roja-jugarian-juntos/20100815dasdasftb_33/Tes).
miércoles, 20 de abril de 2011
Una defensa sensata de Mourinho como canalla.
Canalla. (Del it. canaglia). 1. f. coloq. Gente baja, ruin. 2. f. ant. perrería (‖ muchedumbre de perros). 3. com. coloq. Persona despreciable y de malos procederes. (negrito mío). Fuente: RAE:http://buscon.rae.es/draeI/SrvltConsulta?TIPO_BUS=3&LEMA=canalla
viernes, 15 de abril de 2011
Miles & Coltrane. & Coleman. Un anti-homenaje pro-feminista.
Coda
Álbumes de Miles con Trane
Álbumes de Miles
Álbumes de Trane
http://rapidshare.com/files/116630454/JC-OC.part2.rar
Bibliografía
Notas
(1) Los escritos de las feministas negras lo muestran con claridad. Frente a la relativa equidad de género heredada de África y que se acentuó con la experiencia de la esclavitud, las políticas estadounidenses a partir de la década de 1920 buscaron establecer modelos patriarcales en las familias negras, mediante la ubicación de los hombres en trabajos con sueldos muy superiores a los de las mujeres, la perversa distorción de la sexualidad negra y una producción cultural (fílmica y literaria sobre todo) masculinista y racista. Esta masculinización inducida a los hombres negros, junto a otros elementos (como el asesinato y presión de lxs líderes políticos más a la izquierda) terminó por desestabilizar las comunidades y organizaciones políticas negras. La mayor masculinización de los jóvenes supone que tengan más confrontos en el ámbito educacional, con lo cual pasan a tener menores niveles educativos y, luego, peores empleos, mayor inserción en el tráfico de drogas, mayor probabilidad de ingresar a prisiones (que en EEUU se han transformado en fábricas de trabajo esclavo, según Angela Davis) o al ejército y a las guerras neoimperiales de EEUU. Los textos de las siguientes autoras son muy importantes para pensar estas cuestiones:
Yo he dedicado un capítulo de mi tesis a estas cuestiones y el mismo fue publicado en castellano en el Boletín de Runa:
(2) Miles tomará mucho alcohol y cocaína hasta los 60 años de edad. Ocasionalmente también volvería a inyectarse heroína. Todo ello le traerá muchos problemas de salud, surtos paranoicos y una larga pausa profesional entre 1975 y 1980. Fallecerá con 65 años en 1991.
(3) Este último argumento es bastante paranoico. Según Miles, los críticos blancos de jazz no pueden asumir que no comprenden algo que hacen los músicos negros, luego, no podían criticar al free jazz sino ensalzarlo. Eso haría que Trane y Coleman y los demás no se dieran cuenta de que su música no era buena. Miles volverá a argumentar de forma parecida para justificar su confronto con Wynton Marsalis en los ’80.